Aposentadoria

Calculadora de Aposentadoria

Descubra quanto investir por mês para se aposentar com a renda que você quer. A calculadora usa rentabilidade real, então o resultado já vem em valores de hoje. É grátis e mostra tanto a fase de acumulação quanto o capital necessário para a renda.

Modelo de renda
Na renda perpétua o capital permanece intacto. Por prazo, o dinheiro é consumido ao longo dos anos.
Aporte mensal necessário
Capital necessário na aposentadoria
Total investido do bolso
Quanto virá dos juros

Acumulação até a aposentadoria

Patrimônio total Total investido

Projeção ano a ano

Ano Juros do ano Total investido Total de juros Patrimônio

Como funciona a Calculadora de Aposentadoria

O cálculo tem duas fases. Primeiro, a calculadora descobre o capital necessário no momento da aposentadoria para sustentar a renda que você deseja. Depois, calcula o aporte mensal que leva você até esse capital, partindo do que já tem investido e usando os juros compostos durante a fase de acumulação.

Para viver de renda (perpétua), o capital é C = renda / i, onde i é a taxa real mensal. Para um prazo determinado, ele usa C = renda · [1 − (1+i)⁻ᵐ] / i, com m sendo os meses de usufruto. O aporte sai de PMT = (C − PV·(1+i)ⁿ) · i / ((1+i)ⁿ − 1).

O que você precisa informar

  • Idade atual e idade em que quer se aposentar.
  • Quanto já tem investido hoje. Pode ser zero.
  • Renda mensal desejada na aposentadoria, em valores de hoje.
  • Modelo de renda: viver de renda (perpétua) ou por prazo determinado.
  • Rentabilidade real estimada, já descontada a inflação.

Por que usamos a rentabilidade real

A calculadora trabalha com a taxa real, ou seja, o rendimento acima da inflação. Isso mantém tudo em poder de compra de hoje: a renda e o capital que aparecem no resultado equivalem ao que esse dinheiro compraria atualmente. Assim você não precisa adivinhar a inflação futura nem corrigir os valores depois.

Como referência, muitos planejadores usam algo entre 3% e 5% ao ano de rentabilidade real para carteiras de longo prazo. O padrão da calculadora é 4%, mas ajuste conforme o seu cenário e perfil de risco.

O custo de adiar: aporte por idade de início

Veja quanto seria preciso investir por mês para ter R$ 5.000 de renda ao se aposentar aos 60, no modelo de viver de renda, com 4% de rentabilidade real e partindo do zero. A única diferença entre as linhas é a idade em que você começa:

Idade de início Anos de acumulação Aporte mensal necessário
25 anos35 anos~R$ 1.700 / mês
30 anos30 anos~R$ 2.229 / mês
35 anos25 anos~R$ 3.000 / mês
40 anos20 anos~R$ 4.200 / mês

Adiar de 25 para 40 anos mais que dobra o aporte mensal para a mesma renda. Esse é o efeito de perder anos de juros compostos: o tempo é o ingrediente mais barato de todos.

Quanto preciso para viver de renda

No modelo perpétuo, o capital necessário depende só da renda desejada e da taxa real. Com 4% ao ano, veja o capital aproximado para diferentes rendas mensais:

Renda mensal desejada Capital para viver de renda
R$ 3.000~R$ 916.000
R$ 5.000~R$ 1.527.000
R$ 8.000~R$ 2.443.000
R$ 10.000~R$ 3.054.000

Se você aceitar consumir o capital ao longo de um prazo (por exemplo, 25 anos), o valor necessário cai bastante: para R$ 5.000 por mês, vai de ~R$ 1,5 milhão para perto de R$ 950 mil. A escolha depende de quanto tempo você quer que a renda dure.

Como chegar à aposentadoria com tranquilidade

O passo mais valioso é começar cedo: como mostra a tabela, cada década de atraso encarece muito o aporte. Depois, automatize os aportes para que aconteçam todo mês sem depender de disciplina, e aumente-os quando a renda subir.

Mantenha uma reserva de emergência separada, para não precisar resgatar os investimentos de longo prazo em imprevistos. E revise o plano periodicamente: mudanças de renda, de objetivos e de cenário pedem ajustes no aporte e na meta de renda.

Considerações importantes

A simulação é uma projeção, não uma garantia. A rentabilidade real varia ao longo do tempo, e a calculadora assume uma taxa constante. Use uma estimativa conservadora para não superestimar o resultado.

O modelo perpétuo assume que você vive apenas dos rendimentos reais, mantendo o poder de compra do capital. Já o modelo por prazo consome o patrimônio até zerá-lo ao fim do período: se você viver mais do que o previsto, a renda acaba. Considere também despesas de saúde e mudanças de estilo de vida ao definir a renda desejada.

Perguntas frequentes

Depende da renda mensal que você quer ter e da rentabilidade real estimada. Para viver de renda (sem consumir o capital) com R$ 5.000 por mês a uma taxa real de 4% ao ano, são necessários cerca de R$ 1,5 milhão. Se aceitar consumir o patrimônio ao longo de um prazo, como 25 anos, o valor cai para perto de R$ 950 mil. Use a calculadora acima para o seu objetivo.

Começando do zero, com taxa real de 4% ao ano e meta de viver de renda, são cerca de R$ 2.229 por mês ao longo de 30 anos (dos 30 aos 60). Quanto antes você começar, menor o aporte: começando aos 25 cai para perto de R$ 1.700; deixando para os 40, sobe para mais de R$ 4.000 por mês. O tempo é o fator que mais pesa.

Viver de renda significa acumular um capital grande o suficiente para que apenas os rendimentos cubram suas despesas, sem precisar consumir o valor principal. Em teoria, o patrimônio se mantém indefinidamente. É a opção mais conservadora e exige um capital maior do que planos que consomem o dinheiro ao longo de um prazo determinado.

Sim, de forma simplificada, ao usar a rentabilidade real, isto é, já descontada a inflação. Ao trabalhar com a taxa real, todos os valores ficam em poder de compra de hoje: a renda e o capital que a calculadora mostra equivalem ao que esse dinheiro compraria atualmente, o que torna o resultado mais fácil de interpretar.

Na renda perpétua, você vive apenas dos rendimentos e o capital permanece intacto, o que exige um montante maior. Na renda por prazo determinado, você consome aos poucos o próprio capital ao longo de um período definido (por exemplo, 25 anos), o que reduz bastante o valor necessário, mas o dinheiro acaba ao fim do prazo.

Faz uma diferença enorme, por causa dos juros compostos. Para a mesma meta de renda, quem começa aos 25 anos pode precisar investir menos da metade por mês do que quem começa aos 40. Cada ano de atraso encarece o aporte mensal, porque o dinheiro tem menos tempo para render. Por isso, começar cedo, mesmo com pouco, costuma ser a decisão mais importante.